domingo, 1 de novembro de 2009

Princesas da Vanguarda

Bem ao estilo do 'Pulgas de Pan Ku', aí vai uma resenha bem humana sobre o doujin game para PC Vanguard Princess. Para quem não sabe, é um jogo de luta 2D. A comparação com Street Fighter e King of Fighters acaba aí. O primeiro diferencial são os gráficos, em alta resolução, em puro estilo anime e, é claro, o elenco: somente mulheres.
Não vou comentar sobre os rumores de quem é o tal Suge9, o autor. A princípio, poderia falar da engine, auto-intitulada 2D格闘ツクール2nd (2D Kakutou Tsukuuru 2nd), ou para os mais íntimos, Fighter Maker 2nd. Mas como essa é a primeira aplicação prática (e profissional) de uma engine de jogo com a qual tive mais contato, não vou opinar e nem comparar com o Mugen (esse, eu conheço bem). Perdoem minha ignorância, mas não tinha visto algo tão bonito na mesma engine que Terrordrome. Só posso dizer que este jogo mistura os mais belos efeitos gráficos com os bugs de programação mais inexplicáveis que eu conheço.
Mas não só de tecnologia se faz diversão. A música é legalzinha, o visual delas é muito bonitinho, cheio de lacinhos, fitinhas e coraçõezinhos, os efeitos são muito engraçadinhos e as helpers são todas criancinhas. Resumindo, é um joguinho divertidinho! Quero dizer, acho que não é só um bando de gamers testosteronizados fazendo um punch-and-kick só com fêmeas, há muito bom gosto. Poderia citar VP como exemplo da mentalidade japonesa em relação à mulher. Aqui no Ocidente, nós homens adoramos mulheres bem femininas envolvidas em contextos que nos agradem (girls'n muscle cars, mulheres e motos, mulher cerveja e futebol...). No Japão, quem gosta de mulher gosta de coisas femininas. Claro, isso é assunto para outra hora.
Vou citar muito um Wiki a respeito do jogo (http://vp.mizuumi.net/) que, por estar escrito na língua de Shakespeare, é minha fonte de referência. (Mizuumi, aliás, é uma razoável fonte de informação sobre doujin games).
É um jogo bem divertido, se houvesse opção de idioma (pelo menos inglês, né?) diria que não descansaria até finalizar com todas as personagens. Ao contrário de muitos aclamados jogos, este parece dar alguma importância para a 'história' e, a julgar pelos longos textos e diálogos em japonês, parece que há muito a dizer. Infelizmente não vou discorrer a respeito, ainda não domino o "idioma próprio do demo". Mas, pela enésima vez, que importa história num jogo onde o objetivo é bater no oponente até ele cair?
Bem, o elenco é a parte forte do jogo. São dez raparigas selecionáveis e mais 4 ajudantes e uma boss (com 2 ajudantes simultâneas próprias) que exploram um amplo espectro dos estereótipos de mangá, bem como de faixa etária. Muito do character design e do visual de certos movimentos lembram descaradamente Clamp. Os golpes, a parte importante, recorrem a comandos meio surrados em jogos de luta mas que, pelo menos, são amplamente aceitos. As habilidades são bem variadas, indo de golpes de lucha, armas (de fogo, espadas, cajados) e coisas mágicas de jogo de luta. Sinto uma forte semelhança com Melty Blood nesse ponto.

Vou descrever rapidamente o que acho das personagens. É claro que vou me prender mais à estética e a criação de personagens, golpes e etc do que a jogabilidade em si. Pela ordem do menu, de cima para baixo, caso você não leia japonês:

Yui Kutuna
Deveria ser uma protagonista, ou algo assim. Luta com uma coisa esquisita chamada "Sakuya","uma antiga e divina espada forjada após o Impacto Astral"(http://vp.mizuumi.net/)(PS:WTF?). Deve fazer a alegria um grupo restrito otaku porque, apesar da roupinha e do penteado sailormoonescos, é uma das que gastaram mais pano no uniforme... Pra quem joga mesmo, pelo que li no citado wiki, eles botaram de tudo um pouco nela, então ela é uma régua para as outras.

Haruka Kutuna
Posso mudar de idéia um dia, mas EU ODEIO esta personagem. A historinha, segundo Mizuumi, ela é a irmã da Yui que foi raptada pelo governo. Usa um cajadão mágico e seus poderes são pra lá de clichês. Mizuumi avalia que seus ataques são dos mais poderosos, mas eu particularmente acho toscos e sem criatividade.

Lilith
Baixinha encapetada que, embora tenha o clássico nome hebraico de uma das Aenslead, lembra mais Anita/Amanda Baine (só mais sofisticada) e golpes de Zangief. Gosto dessa boneca, só é meio difícil jogar com ela. Luta pra provar que é filha do capeta ou algo assim. Vou traduzir o que diz sobre ela em vp.mizuumi.net:"(Dá pra especular pelo final dela (que ainda tem que ser traduzido) que a única coisa que ela provou no fim foi ser filha bastarda do Zangief, e então se retirou para seu castelo junto com Juliet (N.T., uma das ajudantes) que jurou servidão em troca do acesso aberto a câmara de tortura medieval e ao uniforme de empregada doméstica.)". Só uma palavra: HUAHUAHUAHUAHUAH!!!

Luna Himeki
Essa deve deixar muito otaku "na intenção"... Mizuumi também faz piada com a seminudez da criatura. Detalhe para os viciados em panty shots: o adesivo em forma de coração que cobre-lhe a perseguida... Como se fosse pouco a desgramada ter as curvas mais generosas do jogo e o figurino mais escasso (mal posso esperar por uma boa cosplayer). Mas ela não é só um corpinho voluptuosamente desenhado, não. Além de ser estilosa pacas, conta também com um dos esquemas de luta baseados em stances (poses, ou posições de luta) mais complexos que eu já vi, onde cada pose tem comandos próprios envolvendo suas duas armas, às vezes chutes, um super e a constante troca de stances. Muitos podem se ofender com o que vou dizer, mas jogar com ela me lembra o Eddie do Tekken... É só ir apertando os botões a esmo e torcer pra sair um super. Mas quem dominar o estilo dela que, afinal, é bem legal, pode fazer muito mais.

Kurumi Mirumati
Essa é, estranhamente, uma das minhas favoritas. Estranhamente não pelo visual lolicon super light, nem pela história clichê de acidente de avião e perda de memória. Estranhamente por que a boneca NÃO LUTA NADA! Tem SÓ UM golpe especial (um chutinho escroto, dá pra fazer uns combos), tá bom, dois supers, mas um tem que ser dado muito de perto pra acertar e o outro, no qual ela se "funde" com a ajudante (e por isso varia de acordo) e solta um raiozão ou algo assim, esse tem que ter medidores de "Power" e de ajuda no máximo. Tá bom, recupera um pouco do vital da Kurumi e a oponente tem que ser esperta pra sacar antes da pausa. "Tá, então a boneca é uma bosta!", alguém diria. Mas eu gosto dela, ela é simpática, desde sua intro (que lembra o Alessi, de Jojo's Bizarre Adventure, outro char que eu inexplicavelmente gosto), seu golpes toscos mas linkáveis, suas panty shots nada sensuais... Ela me lembra um pouco o Shingo no KOF'97. Mas de sainha.

Saki Mitonoya
Outra personagem vestida. Como praticante de kendo, usa sua espadinha vermelha pra lutar a procura de quem empunha A Espada dos Deuses, ou algo congênere. Os golpes de espada não são coisa de Genjuro Kibagami, mas dá pra aceitar (Tem até um shoryuken com show de luzes). Mas as mágicas abobadas da guria são bem legais. A minha favorita é quando, depois de alguns golpes normais/especiais soltarem aquelas pétalas tão clichê em jogos de luta (a Mai Shiranui fazia isso em Real Bout!), ela as transforma em raiozinhos laser para atacar a inimiga. Como lutadora, acho uma das mais divertidas.

Kaede Hioh
Uma assassina contratada pra apagar alguém do governo. Não se lembra do passado. Tem golpes de estilos bem variados, um fortes outros com MUITOS hits. E um show de luzes. Mas ela não é só um clichê ambulante, é uma boa char, muito rápida, bem estratégica. E bonita, quem vê o portrait pensa que é só a fantasia de um nerd, quando a vê em ação descobre que É A fantasia de um nerd. Na minha opinião, a 2ª mas sexy, a roupitcha, embora use muito pano e os habituais lacinhos, mostra o que tem que mostrar. Dos dois hypers, prefiro o 円月蹴 (Round Moon Kick), um Maximum Spider versão Super Girl.

Natalia Glinka
Oficial da inteligência de um país desconhecido. Muito profissional e muito religiosa. Mesmo assim, os panty-shot-maníacos devem amá-la porque o vestido dela simplesmente encolheu! Não gosto de jogar com esta, mas ela é muito bunitinha!!! Vamu combiná, ela pode ter sua carinha de anjo sempre séria, o cabelinho fashion, peitõezinhos balançando, mas não dá pra ignorar uma boneca que brandindo um GIGANTIC PILECHARGER usa o popozão como arma! Embora seus fortes golpes com o pilecharger pareçam falta de criatividade (e economia de sprites!), isso ajuda contra inimigos humanos (são 3 ou 4 golpes que começam quase iguais!). Mizuumi diz que, mesmo defendidos, os golpes do trambolho causam considerável dano. Mesmo assim, vou lembrar ela como a boneca que cresceu (e como!) mas ainda usa as roupas de quando era criança!

Eri Hasumi
Criada em laboratório pra ser uma "garota durona" e fugiu pra ser livre. Mas parece uma baseball girl com duas tonfas! No quesito originalidade, os golpes ficam a meio caminho. O comando pra shoryuken mais incomum, a condiçao pra completar o golpe (uma corridinha tosca, se passar pela adversária, dá um chutinho) mais incomum, uma porrada seguida de custom combo, um super de porrada. O dito custom combo precisa de tato, há combinações inúteis. Sem falar em alguns bugs. Visualmente? Ofuscada pelas colegas, mas não desgraçadamente. Lendo vp.mizuumi.net descobri que ela já foi pior, e que há quem a deteste mais que eu.

Ayane Ikuse
Um dia, em seu treinamento habitual com Pai Mei, Ayane sem querer pronuncia as palavras "velho miserável". Se não fosse o tal Impacto Astral deixá-la "impaquitada", ela estaria perseguindo Beatrix Kiddo. Piadas idiotas a parte, se Yui é o Ryu, Ayanae é o Ken. Se Yui é o Kyo, Ayane é o Iori. Com arco e flecha. Acho que é a char mais fácil de aprender a jogar. Mas ela tem uns golpes muito estranhos. Claro, a aparência está em harmonia com as outras personagens, como a sainha curta generosa em panty shots, por exemplo. Ou o cabelo, preso naquela "chiquinhas" que outras 4 também usam. Acho forçado, dada a importância dela como a última boneca do menu... Principalmente depois de ver que no KOF XII nossa velha amiga Mature também encontrou Pai Mei...

Algo sobre as helper num futuro não tão distante...

Nenhum comentário:

Postar um comentário